O planejamento de uma cidade deve iniciar-se pelas pessoas para colocá-las no centro dos planos diretores dos municípios (planejamento urbano), fortalecendo as economias locais gerando menor impacto ao meio ambiente.

A cidade tem que ser percorrível, de fácil acesso para o pedestre, dispensando o uso de carros para locomoção. As vias têm que ser mais seguras e agradáveis para a população e formada por comércios interessantes.

Se as ruas forem atrativas para os pedestres todos serão beneficiados. De um lado, os cidadãos que estimularão a caminhada, de outro os comerciantes que terão faturamentos maiores e ainda o próprio poder público que terá o retorno do investimento público com a receita tributária.

Quando o foco é o cidadão, a via se torna mais simples, permitindo a circulação de mais pessoais entre os comércios de rua (lojas, cafés, bares, restaurantes, livrarias etc), fazendo com que as pessoas solucionem suas demandas nas proximidades de suas casas ou trabalhos.

As regiões devem ser mais compactas, de fácil caminhada, com segurança e sinalização para facilitar a travessia. Sem contar que se o ambiente for arborizado o tornará mais interessante em dias de calor. Investir em uma cidade para se tornar walkable aumenta o consumo da população, já que quem estiver caminhando terá acesso mais fácil aos negócios do que as pessoas que utilizarem carros – estímulo da economia local.

Um grande exemplo da importância de valorizar o pedestre foi a pandemia Covid-19, em que muitos negócios encerraram suas atividades por serem ambientes fechados. Por outro lado, negócios com ventilação e ao ar livre tiveram aumento expressivo.

As cidades caminháveis são exemplos de preocupação com o cidadão e são acolhedoras. Um exemplo é Curitiba, que possui o calçadão da XV de novembro, via exclusiva para pedestres no Brasil. O local é composto por comércios, serviços e lazer, flores, bancos e luminárias. A cidade ainda possui a primeira Via Calma, com velocidade máxima permitida de 30km/hora, protegendo os pedestres e ciclistas.

Texto elaborado com a colaboração de Ana Carolina Migliorini e Francisco Ralph.

 

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