A prisão das brasileiras Kátyna Baía e Jeanne Paollin ocorreu em março de 2023, durante uma escala no aeroporto de Frankfurt, depois de terem sido encontrados 40 quilos de cocaína em bagagens identificadas com seus nomes.
A Polícia Federal, ao tomar conhecimento da prisão, deu início às investigações, analisando o perfil de Kátyna e Jeanne, coletando depoimentos e reunindo imagens de câmeras de segurança do imóvel residencial das brasileiras e dos aeroportos de Goiânia e Guarulhos.
Após análise das imagens do aeroporto de Guarulhos, a Polícia Federal constatou que as etiquetas das bagagens das brasileiras haviam sido trocadas por um dos funcionários, sendo posteriormente descoberta a atuação de uma organização criminosa formada por funcionários terceirizados do aeroporto.
Além disso, foi possível identificar a troca das etiquetas através das diferenças entre modelo, cor e peso das bagagens, uma vez que as bagagens despachadas por Kátyna e Jeanne pesavam 16 e 17 quilos e eram de modelos e cores diferentes das bagagens encontradas com cocaína em Frankfurt, que pesavam 20 quilos cada.
A polícia e o Ministério Público alemão analisaram os depoimentos e imagens enviados pela Polícia Federal e reconheceram a inocência de Kátyna e Jeanne, tendo o Ministério Público informado à defesa das brasileiras que solicitou o arquivamento do caso, bem como a libertação delas diretamente ao presídio alemão.
Desta forma, no dia 11 de abril de 2023, depois de mais de um mês presas, as brasileiras foram soltas após audiência de custódia e agora planejam seu retorno ao Brasil.
