Com recorde de acessos no mundo todo, o ChatGPT vem sendo um dos assuntos mais comentados no momento. Nas últimas semanas, um assunto que veio à tona foi o vazamento de dados durante a utilização da ferramenta.
A Samsung, gigante do ramo de tecnologia, sofreu com vazamentos de informações sigilosas por funcionários que utilizavam o chatbot. Os colaboradores compartilharam um código-fonte da empresa e as notas de uma reunião para que a inteligência artificial, respectivamente, encontrasse eventuais falhas no código e transformasse as notas da reunião em uma apresentação.
Estes incidentes fizeram com que a Samsung pedisse aos funcionários que redobrassem a atenção com o uso da tecnologia e iniciasse a criação de uma inteligência artificial própria, a fim de atender as solicitações dos colaboradores e, ao mesmo tempo, manter as informações “dentro de casa”.
Além disso, a Agência de Proteção de Dados da Itália, no dia 31/03, bloqueou temporariamente o uso do ChatGPT no país, acusando a OpenAI, empresa criadora da ferramenta, de não verificar a idade dos utilizadores e de não haver fundamento legal que justifique a coleta e o armazenamento em massa de dados pessoais.
Nesta quarta-feira, a agência italiana apresentou um conjunto de reivindicações para serem cumpridas pela OpenAI até ao final do mês, de modo que, só assim, o ChatGPT poderá ser acessado normalmente na Itália.
E no Direito? Claro que o risco não está de fora!
Advogados, empresas e escritórios de advocacia devem orientar o uso da ferramenta, a fim de evitar que colaboradores compartilhem dados sensíveis da própria empresa e/ou de clientes; o que, por sua vez, poderia resultar em vazamento de dados, processos judiciais e sanções previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
